quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Um Artista no Castelo (Parte 2)




-- Nem posso acreditar, Tomas! Você, de volta... Depois de todos esses anos! – A emoção mal permitia que Tio Hector falasse; ele fitava intensamente o sobrinho, a ponto de não enxergar as outras pessoas ali paradas, de pé, a menos de dez passos. – Era um menino, mal tinha começado a fazer a barba, e agora, agora... Olhe só para você!
-- Nem tanto, tio. Eu já tinha dezessete – sorriu Tomas. – Claro que mudei, mas o principal é... Bom, melhor que você os veja por si mesmo.
-- Quem? Oh, claro, seus amigos. – Hector se voltou para o casal que aguardava em silêncio, a moça de cabelo castanho e o rapaz moreno com o bebê dormindo no ombro. – Sejam bem-vindos, caros... hum, como se chamam?
-- Eu sou... – Cyprien começou a falar, mas Tomas interveio, sorridente, ao mesmo tempo que puxava Stela para junto de si.
-- Olhe bem para o menino, tio! Não pode ser filho deles dois, pode? – indagou, sorrindo ao ver o espanto, logo transformado em ternura, nos olhos do velho tio. – Esta é minha mulher, Stela. Eu a conheci no País do Norte. E esse é nosso filho, Aryan...
-- Como seu pai!
-- Sim, tem o nome dele. O próximo será Hector – afirmou Tomas, cheio de certeza. – E agora lhe apresento Cyprien de Pwilrie, meu grande amigo e parceiro de estrada. Ele nunca tinha vindo às Terras Férteis, e não teve boa impressão do que já viu, por isso peço que me ajude a desfazê-la nos próximos dias.
-- Sim, claro! O que eu puder fazer por seu amigo! – exclamou Hector, ainda emocionado. – Seja bem-vindo, Cyprien. E você também, é claro, Stela! Bem-vinda à família! Entrem, fiquem à vontade!
-- Obrigado, senhor, mas... temos que acomodar o cavalo – disse Cyprien. Fez isso de propósito, porque não haveria problema em deixar o animal ali fora por uma hora ou duas, mas aquele era um momento de reencontro, de família. Tio Hector hesitou, mas logo compreendeu seus escrúpulos e explicou onde ficava o estábulo mais próximo, enquanto Stela pegava o bebê e Tomas retirava da carroça a bagagem de uso mais imediato. Então entraram na casa atrás do velho, e Cyprien esperou que fechassem a porta antes de conduzir o veículo até a rua seguinte.
Ao regressar, encontrou todos à mesa, ao redor de uma torta de carne temperada e copos de cerveja. Falavam sobre gente de Vrindavahn – vizinhos, conhecidos, companheiros de infância de Tomas, vários dos quais também já eram pais de família --, mas, ao mencionar outros artesãos, a voz de Hector abandonou o tom saudoso e se tornou animada, um prenúncio às boas novas que tinha para dar.
-- Você se lembra, é claro, de Theoddor, o ricaço que herdou o Castelo das Águias. – Era o castelo que Cyprien vislumbrara a distância, sobre a montanha. – Lembra como todos na cidade diziam que ele era excêntrico?
-- Lembro, é claro – Tomas confirmou. – Diziam que era um bom homem, muito generoso, mas só vivia colhendo flores e lendo livros e não regulava bem.
-- Sim, isso mesmo. Pois bem: ele resolveu fundar uma escola no castelo, mas não uma escola comum. – Fez uma pausa, aguçando o interesse dos três, e prosseguiu em tom solene: -- Ele fundou... uma escola de Magia.
-- O quê? – A exclamação foi uníssona.
-- É o que ouviram – declarou Hector, satisfeito com a reação. – Não entendam errado, Theoddor não é um... um feiticeiro ou coisa parecida. Ele explicou a todos, inclusive no Conselho, que a Magia pode servir para fazer o bem; para ajudar a curar doenças, para proteger a cidade, para conhecer as plantas e saber quando chove. E os Conselheiros fizeram algum acordo com ele sobre o Castelo das Águias, que tem a ver com impostos, e aí tudo começou. Um mago veio morar aqui – um elfo chamado Mestre Camdell --, e depois veio outra maga, e em seguida um casal, e cada um desses últimos trouxe meia dúzia de aprendizes. Agora já deve haver uns trinta ou quarenta vivendo lá, jovens e até crianças a partir dos doze anos. Mas o melhor vocês não sabem. – Inclinou-se, buscando cada um daqueles pares de olhos incrédulos. – Além de Magia, essa escola também oferece aprendizado em algumas artes. Música, pintura, teatro...
-- Teatro? – Cyprien se retesou no assento; aquilo lhe interessava. – Pensei que só se pudesse aprender em Madrath.
-- E que a única Escola de Magia fosse em Riverast – disse Tomas, corroborando o que tinham lhe dito sobre as leis da Liga das Terras Férteis. – Não sabia que podiam fundar outras.
-- Nem eu, mas pelo jeito é possível, tanto que o fizeram. E ensinam artes, como eu disse. Com isso, alguns de nós, artistas e mestres artesãos de Vrindavahn, fomos convidados para ir lá e oferecer esse aprendizado.
-- Quê...! – Tomas ergueu as sobrancelhas, sem fôlego. – Então você, Tio Hector, foi ensinar os magos a... a fazer fantoches?
-- Os magos, não. Os aprendizes. Garotos, com dezessete ou dezoito no máximo, e umas poucas meninas. Todos de orelha comprida, e alguns com o nariz em pé, como seria de se esperar. Mas, no geral, gosto deles, são inteligentes, esforçados... Gosto de Theoddor e do Mestre Camdell, que me tratam com respeito. E, é claro – riu, de um jeito que o fez parecer mais novo --, gosto do bom dinheirinho que isso me traz a cada quarto de lua. É bem melhor que depender do que pinga no chapéu.
-- E ainda faz apresentações? – Tomas, de repente parecendo apreensivo. – Teve dificuldades, nesses anos em que estive fora?
 -- Dificuldades? Ah, meu filho, qual o artista que não tem? Não se sinta culpado. – Sorriu, de novo transformado em velho tio, rugas de bonomia em torno dos olhos, sobrancelhas espessas. – Sempre consigo ajuda aqui e ali, e não se esqueça de que sou o primeiro a ser procurado quando se trata de fazer ou consertar bonecos. Passei a ter muitos prontos, com ou sem cordéis, e as crianças já os conhecem, sempre vêm comprar. Nunca faltou um prato de comida ao velho Hector.
-- Fico feliz por saber disso, tio. Eu... sei que agi mal, deixando-o tanto tempo sozinho – disse Tomas, contraindo a boca. – Mas agora vou ajudá-lo, vou retomar meu lugar na oficina, nos espetáculos, vou... bem, fazer o que houver para ser feito. Stela também. Não pretendemos viver às suas custas, pode ter certeza.
-- Oh, eu sei, eu sei, mas então... Vieram para ficar? De vez, não só para uma visita?
Pousou a mão sobre a de Tomas, os velhos olhos brilhando, marejados. Cyprien relanceou um olhar para Stela, viu-a também comovida, respirou fundo. Com um tio tão querido e uma casa confortável, ainda mais tendo esposa e filho a quem devia prover, eram mínimas as chances de que seu parceiro quisesse voltar às estradas. Mas quem poderia culpá-lo?
-- De vez, não posso afirmar, Tio Hector – disse Tomas, porém seus olhos transbordavam de promessas. – Mas vamos passar o inverno aqui com você, nós três. Quer dizer, nós quatro. Espero que Cyprien...?
-- Claro! Eu já não disse? Seu amigo é bem-vindo. Há trabalho de sobra na oficina, se ele tiver jeito para isso. No Castelo, por ora, as coisas estão um pouco paradas, pois estão se preparando para as festas do solstício de inverno. A não ser... Bom, pelo que você contou, entendi que ele domina outras artes. E lá precisam muito de malabaristas que treinem os aprendizes mais novos.
-- Mesmo? Então eles têm sorte: eu trouxe o melhor! – exclamou Tomas, batendo nas costas de Cyprien. – Viu só? Eu disse que em Vrindavahn você seria bem recebido!
-- É verdade. – Voltou-se para o velho, disfarçando sua inquietação com um sorriso. – Obrigado, Mestre Hector.
-- Que é isso, rapaz. Um amigo de Tomas também é meu amigo. Além disso, somos todos artistas. Não se deixa um companheiro de ofício na mão, não é mesmo?
Cyprien assentiu, mas, pelo resto da noite, não conseguiria ficar inteiramente à vontade. A ideia de tratar mais uma vez com elfos, como pareciam ser as pessoas do Castelo das Águias, não lhe agradava nem um pouco, e ainda por cima aqueles eram praticantes de Magia. Poderiam lançar feitiços sobre ele e dominá-lo; ou, pior ainda, podiam amaldiçoá-lo, de forma que nada, nunca, desse certo em sua vida.
A não ser que fosse mais forte do que isso. E que fizesse seu próprio destino, como até agora.
E, enquanto os outros brindavam ao reencontro e a um futuro ensolarado, Cyprien de Pwilrie cerrou os lábios, decidido a não permitir que os magos do Castelo das Águias lhe causassem qualquer mal.

***


Imagem: torta medieval, feita com carne de caça. Leia mais a respeito aqui

Parte 1

Parte 3


terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Um Artista no Castelo (Parte 1)


Pessoas Queridas,

Hoje começo a postar um (longo) conto sobre a passagem de Cyprien de Pwilrie pelo Castelo das Águias, pouco tempo após a fundação da Escola de Artes Mágicas. Espero que vocês gostem e joguem uma moeda para o saltimbanco. 
Sem esquecer a do bruxo, é claro. ;) 


-- Pronto, meu amigo! Aí está a cidade que vai fazer você mudar de ideia sobre as Terras Férteis!
Tomas segurava as rédeas com uma das mãos enquanto a outra apontava para o horizonte. Cyprien olhou e viu uma aglomeração de casinhas, uma nesga do Mar Interior a curta distância e, mais afastada, uma montanha sobre a qual se erguiam as torres de um castelo. Tinha muralhas, mas não eram grande coisa -- o que, segundo Tomas, se devia ao fato de as guerras terem ficado num passado longínquo.
-- Já não sofremos cerco, ou mesmo ameaça de invasão, há pelo menos duzentos anos, por isso a cidade cresceu fora das muralhas – explicou. – Mas isso não quer dizer que não haja algum controle. Quem vem pelo mar, sendo estrangeiro, deve se registrar na Casa dos Nautas; os que chegam por terra têm que se apresentar no prédio do Conselho. É coisa simples – garantiu, vendo os olhos do amigo se estreitarem. – Você procura um funcionário, diz quem é e o que veio fazer em Vrindavahn. Podemos ir amanhã cedo, você vai ver como é rápido.
-- Certo – disse Cyprien, com um suspiro. – Se não me arranjarem mais uma pulseira, prometo não reclamar.
Tomas o encarou por um momento e ficou em silêncio. Cyprien afagou o pulso, que ainda conservava traços de tinta azul, e olhou para a frente, onde a cidade se desenhava cada vez mais nítida. Uma curva do caminho, um declive – e de repente se encontravam nela, as rodas da carroça abrindo sulcos na ruazinha de terra. As casas de ambos os lados eram simples, ainda esparsas, entremeadas a pequenas hortas e, algumas vezes, um galinheiro ou cercado com duas ou três cabras.
-- Este é um bairro mais pobre – explicou Tomas. – Alguns trabalham nos campos, em torno da cidade; outros são operários, carregadores, empregados de gente abastada. Os mestres artesãos, como meu tio, vivem melhor, embora, é claro, estejam longe de ser ricos. Você vai ver quando chegarmos lá. Ah, não vejo a hora de abraçar o velhote! E quando ele conhecer Stela e Aryan – aposto que vai precisar se conter para não cair no choro!
Cyprien fez que sim, com um breve sorriso. Claro que o velho iria se emocionar ao rever o sobrinho que fora seu aprendiz, homem feito após uma ausência de vários anos, trazendo junto a esposa e um filhinho adorável. Possivelmente o acolheria também, com gosto, ao menos no início, pois Tomas não deixaria de falar bem do jovem saltimbanco que conhecera em Pwilrie e se tornara o mais leal dos companheiros de jornada. Quanto à cidade, com seus outros habitantes... Isso ele ainda estava por comprovar.
Percorridas duas ou três daquelas ruas de terra, a carroça passou a rodar sobre uma calçada de pedras, mais regulares e polidas pelo uso à medida que progrediam. As casas se tornaram menos espaçadas; logo surgiram os primeiros sobrados, oficinas de couros e selas, a loja modesta de um sapateiro. Stela, que vinha na parte coberta da carroça com Aryan, se aproximou para espiar entre os ombros do marido e do amigo, e foi a primeira a avistar e apontar o que, segundo Tomas, demonstraria que tinham chegado.
-- Um cata-vento! – E era mesmo, plantado sobre as telhas que cobriam uma casinha de tijolos. – É aí que vive o Tio Hector?
-- Isso mesmo. Fizemos juntos... bem, não esse, mas os primeiros cata-ventos, quando eu ainda era menino – disse Tomas, e em sua voz havia uma nota emocionada. – Com as chuvas e tudo mais, ele acaba se estragando, e o trocamos por um novo. Esse de agora ainda está bom, pelo menos está girando... Ah! Espero que meu tio esteja em casa!
Seus olhos cintilavam, úmidos, quando puxou as rédeas. Cyprien saltou primeiro e recebeu Aryan, quente do sono, dos braços de Stela. Tomas ajudou a esposa a descer enquanto contemplava a casa de sua infância: tijolos sólidos, caiados de branco, telhado diagonal, pás coloridas do cata-vento fazendo crer que ali vivia gente de coração alegre. Talvez eu faça algo assim, pensou Cyprien, quando finalmente voltar para casa.
Tomas precisou de mais alguns momentos lidando com suas emoções antes de avançar e bater na porta. Por algum tempo não houve resposta, e já ia pegar a aldrava de novo quando alguém se fez ouvir lá dentro.
-- Quem é? – A voz de um homem de idade, um pouco rouca, mas não alquebrada.
-- Sou eu, Tio Hector! – De onde estavam, Stela e Cyprien quase podiam ouvir o coração de Tomas aos saltos. – Seu aprendiz fujão está de volta!
-- Meu... Ah, meu Deus, Tomas? – Som de metal batendo em pedra lá dentro, chaves tilintando antes de entrar na fechadura: o velho homem devia estar tremendo, emocionado. – Espere, filho, espere! Já vou conseguir... Ah, Tomas! – exclamou o Tio Hector, por fim abrindo a porta e os braços para o sobrinho. Tomas caiu neles sem hesitar, e demorou um bom tempo até que os outros pudessem ver direito o rosto do velho, de faces escanhoadas, bochechas um pouco flácidas e olhos azuis repletos de lágrimas.

***

Imagem do post, de uso livre: reprodução de carro medieval


Parte 2

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Theoddor de Vrindavahn



Iniciamos as postagens de 2020 com um personagem que não aparece nos livros, a não ser nas memórias do pessoal do Castelo: Theoddor de Vrindavahn, ou Mestre Theoddor, como geralmente se referem a ele.

A despeito da população bem miscigenada, Vrindavahn foi fundada por humanos e por eles governada ao longo de várias gerações. Os nobres residiam no Castelo das Águias, detinham os direitos sobre a floresta e recebiam impostos dos cidadãos e dos camponeses estabelecidos em seus domínios. Com a criação da Liga das Terras Férteis, os títulos de nobreza foram revogados, mas alguns privilégios permaneceram, assim como a posse do castelo.

Theoddor, o último herdeiro, tinha pendor para os estudos da natureza, mas o que mais o fascinava era a Magia, por isso ele estudou incansavelmente a fim de tentar ser aceito na Escola de Riverast. Não conseguiu, pois tinha nascido sem o Dom, mas sua trajetória reforçou as convicções de um dos mestres, para quem a Magia podia se desenvolver através da Arte. Seu nome era Camdell, e ele se tornou um grande amigo de Theoddor, que muitos anos depois o convidou para fundar sua sonhada Escola de Artes Mágicas no Castelo das Águias. Três magos experientes – Finn, Sophia e Thalia --se juntaram a eles com seus aprendizes, e o próprio Theoddor se tornou o Mestre de Ciências da Terra daqueles jovens, bem como de muitos outros que logo começaram a buscar abrigo e aprendizado no Castelo.

Durante os sete anos que ainda viveu, Theoddor promoveu a expansão da Escola, com a construção de novas alas e, especialmente, a de um anfiteatro para os espetáculos que aconteciam a cada estação. Contratou muitos dos artistas que se tornaram professores fixos na Ala Violeta, entre os quais o marioneteiro Tomas. Era amado por todos, e continuou a ser lembrado com muito carinho nos serões do Castelo, bem como nas Noites de Sagas promovidas por Anna de Bryke.

...

Em breve: um conto de Theoddor e do (então) jovem saltimbanco Cyprien de Pwilrie, nos primeiros tempos da Escola de Artes Mágicas!

Ilustração de Theoddor por Hidaru Mei  




segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Datas Festivas em Athelgard



Para falar dos dias festivos em Athelgard, é preciso lembrar que lá existem várias culturas: a dos humanos, com muitas variações, inclusive influência élfica nas Terras Férteis; a dos Elfos Brilhantes no sul e nas cidades que fundaram no Norte; as dos Elfos das florestas, diferentes de tribo para tribo.
Nesse contexto, cada povo e cada localidade tem suas próprias festas, embora algumas ocasiões sejam lembradas por praticamente todos os habitantes de Athelgard. Isso vale especialmente para o início das estações, marcadas por celebrações que variam de rituais mágicos a cultos celebrados pelos Prestes do Deus Único, passando por autos teatrais, festas da colheita, reuniões com bebida e troca de presentes... ou, em lugares de confluência como o Castelo das Águias, um pouco de todas essas coisas juntas.

A religião adotada pela maior parte dos povos humanos (e mestiços de elfos criados na cultura humana) cultua heróis como Woden, Thonarr, Freya e Bragi,  e cada qual tem o seu dia ou período de festa específico. O dedicado a Freya coincide com os últimos dias de um ano e os primeiros do seguinte, quando muitas mulheres fazem peregrinações aos locais de culto para orar pelas bênçãos da Senhora do Amor e do Casamento; o de Bragi, no meio do ano, costuma ser a ocasião para grandes festas e cultos que incluem muita música e cantos sacros. Por essa mesma época, os Elfos Brilhantes têm o Festival do Fogo, em que é costume recorrer aos magos da alma para uma consulta sobre a melhor atitude a tomar frente às probabilidades do futuro vislumbrado nas chamas. E, em todas as tribos das florestas, os xamãs têm um período de recolhimento durante a última lua nova de outono.

Os festivais populares, menos associados às religiões e mais aos labores cotidianos, também têm sua vez em Athelgard. É assim que em Pwilrie, famosa por seus vinhedos, o ano se inicia com um grande Festival do Vinho, com desfiles organizados pelas guildas de artistas e comerciantes e onde se fazem os maiores negócios envolvendo a bebida; no Oeste, as cidades se revezam ao longo da primavera, verão e parte do outono para organizar grandes mercados, com festas e comemorações na maioria das noites; em todo o Norte há festas da colheita de trigo, do início da temporada de caça e que comemoram o rompimento do gelo nos mares, lagos e rios.

E quanto a Vrindavahn? Lá, como vimos, a Mestra de Sagas do Castelo das Águias faz questão de honrar diversas tradições nas comemorações de solstício, quando os aprendizes encenam uma peça; mas as tradições do Templo são levadas muito a sério na cidade com maioria de humanos, especialmente as festas de seu Herói patrono, Bragi. Além dos cultos musicais, é nessa época do ano – o auge do verão – em que famílias e amigos trocam presentes, sendo o mais tradicional um poema ou canção, que pode ser composto, cantado, recitado, bordado num pano de linho ou escrito sobre pergaminho decorado.

Alguém sugere um presente para a Anna dar ao Kieran, e vice-versa, no próximo Festival de Bragi?
Fico à espera... para usar num próximo conto. ;) 

...

Ilustração: Bragi, deus nórdico (e Herói em Athelgard) que inspira os bardos e a eloquência. Imagem do Pinterest, não encontrei a autoria. 



sábado, 21 de setembro de 2019

Em Breve, Viagem Literária

Pessoas Queridas,

Passadas a Bienal e a Feira Fantástica, esta semana será de trabalho na BN, revisão de textos e, sobretudo, preparação para a Viagem Literária promovida pelo SP Leituras em parceria com o Estado de São Paulo.


Ao longo de três dias, irei visitar cinco bibliotecas municipais falando sobre meus livros e sobre Literatura Fantástica. Também pretendo divulgar, de leve, nossas atividades na Biblioteca Nacional. Será uma pequena Odisseia da qual, mais tarde, pretendo postar fotos e impressões. Ao longo da viagem, porém, irei dando notícias pelas redes sociais, por isso os convido a me acompanhar no Facebook, Twitter e/ou Instagram.

Pela Magia e pela Arte - o pé na estrada eu vou botar!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Feira de Literatura Fantástica - 13 e 14 de setembro na Biblioteca Parque de Niterói

Pessoas Queridas,

Acabou a Bienal, e meus olhos já estão abertos pra outra emoção!


Nos dias 13 e 14 (sexta e sábado) realizaremos a segunda edição da Feira de Literatura Fantástica na Biblioteca Parque de Niterói. A programação está incrível, como vocês podem conferir neste link do Fantasia Brasil. E parece que os deuses do tempo vão nos ajudar: sábado, ao que tudo indica, teremos swordplay, para todas as idades!

Bora pro nosso lado da poça!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Espero Vocês na Bienal!

11 às 18 horas. Sábado e domingo.

Pavilhão Verde, Estande O 83.

Venham!