segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Coletânea "Magos" grátis no Kindle par Samsung



Pessoas Queridas,

Com orgulho e alegria, informo que, este mês, a coletânea "magos", que organizei para a Editora Draco, está grátis para os usuários do Kindle para Samsung. São doze contos de autores de LitFan nacional, que abordam várias formas de Magia e escrevem em diferentes estilos.

Ah! O meu conto traz o Kieran quando mais jovem, estudante na Escola de Magia de Riverast!

Para saber como baixar e ler sobre a coletânea, clique aqui!

domingo, 29 de outubro de 2017

Seril, a Irmã Rabugenta do Kieran

Pessoas queridas,

Hoje o blog do Castelo traz uma personagem muito especial: a Seril, irmã mais velha do Kieran, que apareceu pela primeira vez no conto A Encruzilhada e, depois, foi citada em O Castelo das Águias como alguém com quem seu irmão não estava querendo conversa.


Em A Fonte Âmbar, ambientada em parte na cidade natal de Kieran e Seril, a irmã do mago finalmente aparece em carne e osso. Não é, à primeira vista, alguém muito agradável, mas Anna de Bryke não se deixa intimidar pela cara feia da cunhada, e Seril acaba por revelar um lado (ligeiramente) mais terno, ao mesmo tempo que se torna uma personagem muito importante no decorrer da trama familiar, que corre em paralelo à política. Ela, inclusive, narra um capítulo curto em primeira pessoa... que começa, justamente, falando de suas desconfianças a respeito de Anna.

Eu não queria ver nenhum dos dois. Kieran, por tudo que fez, e Anna porque, uma vez que casou com ele, devia ser farinha do mesmo saco. Nem entendi por que ela se deu ao trabalho de escrever tantas cartas. Era uma perda de tempo, já que eu só li a primeira, aquela em que me convidavam para o casamento. Não respondi, é claro, e achei que ela não ia escrever de novo, mas na Lua seguinte lá estava outra carta de Anna. Li o início, e aí meti o papel de novo no envelope e guardei. Guardei todas as cartas, umas cinco ou seis, que chegaram depois, e a cada vez me perguntava se aquela não seria a última.

O feedback dos meus 3 1/4 de leitores (sim, pois A Fonte Âmbar é um livro muito recente) mostra que Seril, ao lado de Tam (em breve!), se tornou um dos personagens mais queridos da série. Aqui, ela foi retratada com toda a sua rabugice angulosa pela querida Gabrielle Erudessa, e espera por vocês no último livro da Trilogia Athelgard. Bora ler?

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Um Recado para Quem Estiver no Rio de Janeiro!




Pessoas Queridas,

Quem estiver no Rio entre 26 e 29 de outubro não deve deixar de visitar o estande da Draco na Primavera Literária, que este ano mudou de endereço: vai estar na Casa França-Brasil, um lugar ainda mais central, perto do Centro Cultural Banco do Brasil e de vários museus, sem falar na arquitetura carioca que é linda de morrer.

Por nossa vez, estaremos com todo o catálogo de livros e HQs, marcadores, sorrisos e, é claro, muitos e bons descontos!

Apareçam!


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Projeto Writertoberbr: Os Três Xamãs (7)



    -- Um de nós tem que ir a pé. Com ele – indicou o pequeno unicórnio. – O outro pode voar na frente, para contar a Vivani...
    -- Ou pode voar até os caçadores e despistá-los. Eu acho que consigo – disse Zendak. – Posso fazê-los seguir um rastro que não leve a nada. Ou posso apenas assustá-los, mas isso não é bom. Se virem algo que os deixe com medo, eles vão fugir, mas vão retornar depois, em maior número, mais cegos, mais violentos...
    -- Sim – concordou a elfa mais jovem. – Sim, é isso que acontece. Voe, então, até onde estão esses homens, procure desviá-los do caminho, afastá-los da floresta. Eu irei para lá, acompanhando o pequeno. Você deve ir também, depois que se livrar dos caçadores.
    -- Está certo. – Zendak pôs as mãos sobre os ombros dela, aproximou-se para encostar a testa à testa de Kemi, coberta por uma franja de cabelo repicado. – Que você caminhe em segurança, Kemi dos Penhascos Gelados, e que Coruja a abrigue sob suas asas.
    -- Que Corvo lhe empreste sua astúcia, Zendak da Floresta dos Teixos – Kemi retribuiu. – E que o Grande Espírito envie bons ventos para guiá-lo até o coração da floresta.

***


A linda imagem que ilustra este post é de Francene Hart.

Saiba mais sobre o Zendak  e curta a ilustra do xamã, por Carol Mancini.

Leia uma história em que Kemi se envolve com outras criaturas mágicas clicando aqui.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Projeto Writertoberbr: Os Três Xamãs (6)


       
        -- Nós temos que tirá-lo desse sonho, Kemi – disse Zendak, com o rosto contraído. – Temos que tirá-lo daqui e levá-lo para junto dos outros. E tem que ser o quanto antes.
       -- Então você viu...?
       -- Vi. São homens. Caçadores, eu acho, mas não caçadores quaisquer; suas intenções vão além disso. Podem estar procurando trolls, mas também podem estar atrás dos próprios unicórnios, embora não me pareça haver algum mago entre eles.
      -- Não é preciso ser mago para ter ouvido falar.
      -- Eu sei.
      -- Nem para deduzir que um potro dourado, vagando pela floresta, é aquilo que procuram, se alguém tiver lhes explicado que o chifre é invisível para a maior parte das pessoas.
     -- Eu sei – Zendak tornou a dizer, e estremeceu, com o que as franjas de couro em sua roupa se agitaram feito penas. – Temo que eles estejam atrás disso mesmo. Vamos chamá-lo, precisamos tirá-lo daqui.
      Kemi assentiu e se ajoelhou diante do animalzinho, correndo suavemente as mãos por sua crina. Um novo canto brotou de seus lábios, baixo, tranquilo, destinado a despertá-lo e a trazê-lo para junto deles, num vínculo de confiança. Tinha que ser assim, precisava criar um elo, ou o unicórnio continuaria a caminhar para o leste, onde estava o menino saltimbanco. Mesmo agora, vendo os olhos negros começarem a se abrir, e vendo sua própria imagem refletida neles, Kemi não tinha certeza de que o faria acompanhá-la. Mas daria o melhor de si para isso.

domingo, 15 de outubro de 2017

Projeto Writertoberbr: Os Três Xamãs (5)



Os olhos de Zendak se desfocaram, permitindo-lhe enxergar dimensões ocultas, invisíveis para um corvo comum. Em todas as florestas havia vibrações sutis, resquícios deixados pelos viajantes, trilhas secretas que levavam ao mundo dos espíritos, mas a Floresta Mágica superava a todas elas. Ele se concentrou, sentindo a energia nas linhas fosforescentes, entrecruzadas, para tentar achar o rastro do pequeno unicórnio. Kemi, enquanto isso, mantinha a visão de coruja, com a qual poderia divisar até mesmo um roedor oculto entre talos de grama. Seus olhos sérios, severos, escrutinaram cada polegada da floresta que ela sobrevoava, lugares onde Vivani poderia ter estado numa viagem de sonho, mas que não visitara nos últimos dias, quando estivera sob a forma de raposa. Por fim, depois de ter se enganado com um filhote de cervo e quase dado um alarme falso, ela vislumbrou a espiral reluzente do chifre – ao mesmo tempo que Zendak, que parecia estar seguindo uma das trilhas ocultas, batia as asas com força e crocitava para chamar sua atenção.
Pelo poder do Grande Espírito do Mundo, tinham chegado antes dos caçadores.
O unicórnio estava dormindo, deitado sobre um lado do corpo, a cabeça apoiada sobre uma pedra chata, pouco acima do chão. Quando os xamãs se aproximaram, ele agitou um pouco as patas, o corpo esguio e dourado estremecendo como se estivesse em meio a um pesadelo. Eles aterrissaram sem ruído, a pouca distância, e esperaram que sua transformação se completasse, voltando a seus corpos de elfo antes de começar a discutir os próximos passos. 

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Ilustração: "Dreaming of the Before Times", de Azdra, encontrado em pesquisa na rede.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Orlando, o Falcoeiro

Pessoas Queridas,

Dou uma pausa nas postagens do Writertoberbr para lhes apresentar um novo personagem. Novo, exatamente, não, porque ele já apareceu em A Ilha dos Ossos, e foi citado numa conversa entre Anna, Kieran e Doron em A Fonte Âmbar: o jovem Orlando, filho do Thane Herrin de Leighdale e de sua esposa Alana, portanto membro da família governante da chamada Terra dos Falcões.


Em A Ilha dos Ossos, Orlando tem apenas oito anos de idade, mas já se percebe que possui o Dom da Magia, possivelmente relacionado às habilidades dos xamãs -- como Anna, ele tem um pinguinho de sangue das tribos das florestas, é muito ligado ao mundo onírico e tudo leva a crer que tem um forte elo com os falcões que sua família adora. Nessa ilustra do Alan Antunes, ele aparece com doze anos de idade, acompanhado por seu falcão preferido (que tem uma particularidade muito especial) e se preparando para viver uma nova aventura... que, se tudo correr bem, resultará num livro infantojuvenil, como Anna e a Trilha Secreta.

Os planos eram de já estar com a escrita a pleno vapor, mas estou muito enrolada com outras coisas. Isso, porém, não significa que não estou trabalhando, reunindo referências, alinhavando ideias, portanto vocês vão ouvir falar bastante do Orlando nos próximos meses.

Espero que gostem de me acompanhar em mais essa jornada!