segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Datas Festivas em Athelgard



Para falar dos dias festivos em Athelgard, é preciso lembrar que lá existem várias culturas: a dos humanos, com muitas variações, inclusive influência élfica nas Terras Férteis; a dos Elfos Brilhantes no sul e nas cidades que fundaram no Norte; as dos Elfos das florestas, diferentes de tribo para tribo.
Nesse contexto, cada povo e cada localidade tem suas próprias festas, embora algumas ocasiões sejam lembradas por praticamente todos os habitantes de Athelgard. Isso vale especialmente para o início das estações, marcadas por celebrações que variam de rituais mágicos a cultos celebrados pelos Prestes do Deus Único, passando por autos teatrais, festas da colheita, reuniões com bebida e troca de presentes... ou, em lugares de confluência como o Castelo das Águias, um pouco de todas essas coisas juntas.

A religião adotada pela maior parte dos povos humanos (e mestiços de elfos criados na cultura humana) cultua heróis como Woden, Thonarr, Freya e Bragi,  e cada qual tem o seu dia ou período de festa específico. O dedicado a Freya coincide com os últimos dias de um ano e os primeiros do seguinte, quando muitas mulheres fazem peregrinações aos locais de culto para orar pelas bênçãos da Senhora do Amor e do Casamento; o de Bragi, no meio do ano, costuma ser a ocasião para grandes festas e cultos que incluem muita música e cantos sacros. Por essa mesma época, os Elfos Brilhantes têm o Festival do Fogo, em que é costume recorrer aos magos da alma para uma consulta sobre a melhor atitude a tomar frente às probabilidades do futuro vislumbrado nas chamas. E, em todas as tribos das florestas, os xamãs têm um período de recolhimento durante a última lua nova de outono.

Os festivais populares, menos associados às religiões e mais aos labores cotidianos, também têm sua vez em Athelgard. É assim que em Pwilrie, famosa por seus vinhedos, o ano se inicia com um grande Festival do Vinho, com desfiles organizados pelas guildas de artistas e comerciantes e onde se fazem os maiores negócios envolvendo a bebida; no Oeste, as cidades se revezam ao longo da primavera, verão e parte do outono para organizar grandes mercados, com festas e comemorações na maioria das noites; em todo o Norte há festas da colheita de trigo, do início da temporada de caça e que comemoram o rompimento do gelo nos mares, lagos e rios.

E quanto a Vrindavahn? Lá, como vimos, a Mestra de Sagas do Castelo das Águias faz questão de honrar diversas tradições nas comemorações de solstício, quando os aprendizes encenam uma peça; mas as tradições do Templo são levadas muito a sério na cidade com maioria de humanos, especialmente as festas de seu Herói patrono, Bragi. Além dos cultos musicais, é nessa época do ano – o auge do verão – em que famílias e amigos trocam presentes, sendo o mais tradicional um poema ou canção, que pode ser composto, cantado, recitado, bordado num pano de linho ou escrito sobre pergaminho decorado.

Alguém sugere um presente para a Anna dar ao Kieran, e vice-versa, no próximo Festival de Bragi?
Fico à espera... para usar num próximo conto. ;) 

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Ilustração: Bragi, deus nórdico (e Herói em Athelgard) que inspira os bardos e a eloquência. Imagem do Pinterest, não encontrei a autoria. 



sábado, 21 de setembro de 2019

Em Breve, Viagem Literária

Pessoas Queridas,

Passadas a Bienal e a Feira Fantástica, esta semana será de trabalho na BN, revisão de textos e, sobretudo, preparação para a Viagem Literária promovida pelo SP Leituras em parceria com o Estado de São Paulo.


Ao longo de três dias, irei visitar cinco bibliotecas municipais falando sobre meus livros e sobre Literatura Fantástica. Também pretendo divulgar, de leve, nossas atividades na Biblioteca Nacional. Será uma pequena Odisseia da qual, mais tarde, pretendo postar fotos e impressões. Ao longo da viagem, porém, irei dando notícias pelas redes sociais, por isso os convido a me acompanhar no Facebook, Twitter e/ou Instagram.

Pela Magia e pela Arte - o pé na estrada eu vou botar!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Feira de Literatura Fantástica - 13 e 14 de setembro na Biblioteca Parque de Niterói

Pessoas Queridas,

Acabou a Bienal, e meus olhos já estão abertos pra outra emoção!


Nos dias 13 e 14 (sexta e sábado) realizaremos a segunda edição da Feira de Literatura Fantástica na Biblioteca Parque de Niterói. A programação está incrível, como vocês podem conferir neste link do Fantasia Brasil. E parece que os deuses do tempo vão nos ajudar: sábado, ao que tudo indica, teremos swordplay, para todas as idades!

Bora pro nosso lado da poça!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Espero Vocês na Bienal!

11 às 18 horas. Sábado e domingo.

Pavilhão Verde, Estande O 83.

Venham!



quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Orlando, vencedor do I Prêmio Odisseia da Literatura Fantástica!

Pessoas Queridas,

É com muito orgulho que anuncio a vitória de Orlando e o Escudo da Coragem na categoria Narrativa Longa Juvenil do I Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, cujo resultado foi anunciado durante a VI Odisseia em Porto Alegre.

Com os finalistas,vencedores e organizadores do I Prêmio
Odisseia de Literatura Fantástica

Fiquei muito emocionada, pelo reconhecimento e porque, realmente, não esperava ganhar. Mesmo assim consegui dar o meu recado, no sentido de multiplicarmos as iniciativas que, além de premiarem os autores mais destacados, contribuam para promover a cultura e o amor à leitura.


Antes de ir a Porto Alegre, eu estive num evento literário em Antônio Prado, na serra gaúcha, e conversei com alunos de duas escolas sobre meus livros. Eles já tinham lido "Orlando" e "Contos Fantásticos de Avós Extraordinários" e tive o prazer de ver os trabalhos que fizeram a respeito.

Cartazes sobre os "Contos Fantásticos" - alguém
esteve no blog Estante Mágica e viu a ilustração de A Era do Leonte!

Cartazes sobre "Orlando"

Esses foram, em resumo, eventos maravilhosos que trouxeram a oportunidade de rever amigos, de conhecer pessoas novas, de transmitir minha mensagem e de renovar minhas forças e determinação de trabalhar em prol da cultura, especialmente da Literatura Fantástica.

Agora, minha energia se direciona para a Bienal que vai começar dia 30 aqui no Rio. Vou estar lá aos sábados e domingos, no estande O 83 do Pavilhão Verde, da Editora Draco. E espero todos os amigos para lhes dar um grande abraço, além, é claro, de apresentar nossos incríveis livros e HQs. Orlando vai estar lá, assim como a nossa nova coletânea, Duendes, com onze contos de fantasia sombria.

Vamos lá?

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Rumo ao Paralelo 28 e à Odisseia!

Pessoas Queridas,

Lá vou eu para uma nova jornada, com grandes expectativas!

Minha viagem começa no dia 22 de agosto, que passarei em trânsito. Vou para Antônio Prado, cidade da serra gaúcha onde, no dia 23, visitarei duas escolas (soube que os jovens fizeram trabalhos sobre um conto meu, estou supercuriosa) e, à tarde, participarei da Odisseia Itinerante de Literatura Fantástica, que vai rolar em meio ao Festival Literário Paralelo 28. Minha mesa é com Enéias Tavares e André Cordenonsi; vamos falar de steampunk e de fantasia medieval, tudo junto e misturado!





À noite eu viajo para Porto Alegre, e nos dias 24 e 25 de agosto vou estar na VI Odisseia de Literatura Fantástica. O evento contará com venda de livros e outros produtos e com mesas-redondas de que participarão escritores, editores e pesquisadores do Fantástico.

Estou numa mesa marcada para o sábado, às 14 h, cujo tema é  “Fantasismo e a (Re) construção de mundos fantásticos”. Vou debater com André Cordenonsi, Bernardo Stamato, Leandro Pileggi e Simone Marques. Esperamos muita participação do público.


Por fim, no domingo, às 18 horas, haverá a cerimônia de entrega do I Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, do qual meu livro Orlando e o Escudo da Coragem é um dos três finalistas na categoria Narrativa longa – literatura juvenil.


Aqui está a sinopse, para quem não conhece:

Dividido entre o Dom da Magia e o desejo de ser um cavaleiro, Orlando tem uma única certeza: ele lutará até o fim por aquilo em que acredita. E toda a sua coragem e habilidade serão postas à prova durante um torneio no misterioso Reino das Colinas Negras. Depois de “Anna e a Trilha Secreta”, este é o novo livro dedicado aos leitores mais jovens por Ana Lúcia Merege, criadora do universo Athelgard.

                                            

Curtiu? Então torça pela gente!

Até lá, ou até breve!



Veja a programação completa da Odisseia

domingo, 4 de agosto de 2019

Athelgard e os Reinos Invisíveis


Pessoas Queridas,

Em primeiro lugar, quero agradecer, muito, a todos os leitores deste blog e da nossa série pelo apoio à campanha de financiamento de Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis. Arrecadamos bem mais que a meta inicial e, com isso, não apenas garantimos que o livro chegasse a mais leitores (nada menos que 175!) mas também que ele fosse incrementado com brindes, descontos e dois textos extras, entre os quais um conto inédito do Eduardo Massami Kasse. Tenho certeza de que vocês vão gostar!




Aproveitando o ensejo, decidi falar um pouco sobre os Reinos Invisíveis de Athelgard, que não apareceram muito na trilogia do Castelo nem nos primeiros contos publicados. Claro, o universo é habitado por elfos e seus descendentes, e deve ter ficado claro que existem seres, digamos, fantásticos, como dragões e unicórnios. Também temos os espíritos animais que aparecem com mais força em Anna e a Trilha Secreta. Mas fadas, duendes... Será que o Povo Pequeno existe em Athelgard?

A resposta começou a ser descortinada no conto De Poder e de Sombras, publicado na coletânea Magos: histórias de feiticeiros e mestres do oculto. Kieran, então um jovem mago, tem de agir (meio a contragosto) em parceria com seus colegas para enfrentar elementais do fogo, que são conjurados através de um ritual mágico e nem sempre se comportam como previsto. No ano seguinte, foi a vez de Orlando, futuro aluno do Castelo das Águias, e seu falcão Vesgo adentrarem os domínos de Turnedil, nas Colinas Negras – onde, para seu espanto, ficam sabendo da existência de um Reino Invisível composto por vários territórios, cada qual com suas próprias regras e certamente nem todos amigáveis.

Vemos, dessa forma, que existem criaturas como trolls, ogros e anões (SIM! Há anões em Athelgard!), além de outros seres que podemos considerar como pertencentes a raças feéricas. Algumas delas serão mostradas em histórias por vir, bem como seus reinos, e eu me arrisco a dar um pequeno spoiler lembrando que, no final de A Fonte Âmbar, fomos apresentados a alguém que não apenas traz a Magia nas veias mas foi concebido em condições especiais, num lugar mágico. Isso faz com que essa pessoa tenha facilidade em transitar entre as dimensões e visitar os Reinos Invisíveis, além de outros lugares até agora inacessíveis. Esperemos que cause mais Bem do que Mal...!

Até a próxima, grande abraço a todos!

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A imagem é de um dos postais que serão enviados aos apoiadores de Duendes, com arte de Arthur Rackham. Falo um pouco sobre ele no blog Estante Mágica; ficarei feliz com sua visita!