domingo, 24 de setembro de 2017

Os Três Xamãs : vamos jogar?

ATUALIZAÇÃO : JÁ TEMOS VENCEDORES.

Eu tive quatro respostas muito legais, mas duas delas foram realmente as mais criativas. Entre essas não tenho como desempatar, porque ficou claro que o Daniel Assunção já tinha lido o que eu planejava para o conto e se ateve a essas informações, criando uma linha sólida para prosseguir, enquanto a Aya Imaeda bagunçou meu universo levando pra lá nada menos que... um kiwi!
Assim, temos dois vencedores, Aya e Daniel. Ambos podem falar comigo inbox para deixar endereços e tudo mais. E muito, muito obrigada aos queridos que participaram e aos que divulgaram e curtiram o desafio.





Pessoas Queridas,

Nestes dias de correria, estou começando um novo conto de Athelgard. E aproveito para fazer uma brincadeira com vocês: que tal sugerir as próximas linhas dessa história? Podem escrever mesmo uma linha ou duas ou dizer como pode continuar, tipo uma sinopse. O mais criativo vai ganhar um exemplar de "Anna e a Trilha Secreta", com dedicatória e marcador. 
Vamos lá?

Os Três Xamãs

O corvo foi o primeiro a chegar. Vinha de uma longa jornada, e a última etapa fora cansativa, por isso ele ficou feliz ao avistar um bom pouso onde descansar as asas. O braço estendido da estátua, aquecido pelo sol que bateu na clareira, o acolheu como um ninho; ele se aconchegou contra o peito de pedra cinzenta e se preparou para o que podia ser uma longa espera.
Ou não.
A sombra da estátua não aumentara em mais que o comprimento de uma asa quando a coruja branca surgiu do bosque ao norte da clareira. Sem um ruído, descreveu uma curva ampla, sobrevoando a estátua, e pousou numa pedra lisa, perto do chão. O corvo esticou o pescoço e crocitou em boas-vindas, mas a coruja não teve tempo sequer de soltar um “hu” antes que surgisse o terceiro membro da companhia: 

(continue aqui, deixando sua sugestão nos comentários).

Resultado no dia 30 de setembro. 

6 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. O grande falcão cinzento circundou a estátua e pousou sobre a cabeça da imagem de Thonarr. Sua sombra contra o sol combinava com seu jeito orgulhoso e imponente. Desceu feroz e pousou já em forma humana. E era incrível como seus olhos eram ainda tão selvagens como antes...
    -- Já faz muito tempo, Quaneah -- Observou, Zendak, ao cumprimentar o longínquo Xamã do Norte.
    O Xamã do Norte não respondeu. Estava preocupado e sem humor; tinham, os três, um grande trabalho pela frente. Limitou-se a fazer um rápido gesto com a mão enquanto Natane, a coruja, aproximava-se.
    -- Novidades? -- Ela quis saber.
    A reposta, temia Zendak, não era muito boa...

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  3. As nuvens cobriam o céu ao sul, de forma que não era possível distinguir ao certo as formas do terceiro membro do grupo. Porém, eles sabiam bem de quem se tratava, portanto, aguardaram ansiosos a silhueta escura que se aproximava rapidamente, mantendo o silêncio até que ele pousasse e todos pudessem finalmente retornar à forma humana para que assim pudessem confabular sobre o desafio que se apresentava diante deles.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Em sua aparente fragilidade, o beija-flor surgiu ziguezagueando de entre as copas espalhafatosas; embora fosse o menor deles, era o único que conseguia voar para frente e para trás, para os lados, para baixo e para cima. Aprumou-se num dos dedos da estátua com um tênue chilrear em saudação.
    Enfim reunidos, sobre a pedra a coruja metamorfoseou-se num homem de meia-idade com trajes tão brancos quanto as penas de outrora.
    - Não somos os únicos - constatou para as aves acima. - Um filhote de unicórnio é sagrado e raro demais para que atraia malfeitores de todo o reino.
    O beija-flor saltou da estátua e atingiu o chão já na forma de uma bela mulher em tecidos diáfanos e vermelhos, com uma trança negra se alongando até o quadril.
    - Encontrei-me com mercenários na floresta - disse - Tentaram me atingir com um dardo enfeitiçado, porém fui mais rápida. De qualquer maneira, eles não têm ideia de onde encontrar a mãe. Tive sonhos revelando que ela se encaminha para A Região dos Carvalhos, a oeste. Está em busca de raízes altas para se aninhar e dar a luz.
    O corvo se limitou a crocitar em resposta. Nesta missão, e certamente em muitas que fosse atuar de agora em diante, não poderia tomar sua forma humana. Tinha sido acometido por uma doença virulenta que drenou muito de seus poderes, e ainda se recuperava. No entanto, com sua grande inteligência, era tão importante para o trio quando os demais. Cotinha o dom de persuadir, com seu tagarelar de ave, e seria de grande valia para lidar com inimigos a altura que iam encontrar nessa busca pela mãe unicórnio.

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  6. Colando a resposta da Aya Imaeda no Facebook:

    Aya Imaeda Por algum motivo não consigo comentar pelo formulário. Posso brincar por aqui?
    Curtir · Responder · 1 · 25 de setembro às 17:55
    Gerenciar
    Aya Imaeda
    Aya Imaeda Ergueram o olhar quando uma sombra passou pela clareira. Lá no alto, uma águia majestosa reinava sobre os céus, com suas asas fortes cortando o vento.
    Em vez de descer até eles, entretanto, ela seguiu seu caminho.
    "Será que não nos viu?" perguntou a coruja, com a voz melodiosa de uma mulher.
    O corvo estava prestes a levantar voo para chamar a águia quando ouviu uma voz abaixo dele.
    "Aqui! Estou aqui! Sou eu."
    Quem chegava correndo sobre duas pernas era uma estranha ave de corpo redondo e marrom.
    "Um kiwi?" grasnou o corvo, que soava como um homem de meia idade. "De todas as aves, por que justo uma que não tem asas?"
    O kiwi parou, ofegante, ao pé da estátua.
    "O conselho me enviou" disse ele, sem nem ao menos poder se abanar. "Assim que ouvirem a minha história, vocês vão entender. Sou a pessoa certa para esta missão, e esta forma será necessária."

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